Depois de perdas e renovações, de quase enlouquecer a mim e outras pessoas, é hora de voltar às atividades e começar a desenferrujar certas engrenagens. O ano começou cheio de expectativas, porque me lembro que fiz uma simpatia ae, que o povo afirma de pé junto que dá certo. Eu acredito que certas coisas aconteceram desde o dia 01 ate aqui que tenham me feito refleti. Tenho pensado demais, lido de menos. Brigado demais e escrevi de menos.
Esse processo de escrever envolve muita coisa. Primeiro de tudo é sobre o que vou escrever o conteúdo em si. Depois vem “como vou colocar isso?”. Algumas pessoas acreditam que blogs servem pra tornar tal meliante num “famosinho bloggueiro” (odeio essa palavra “bloggueiro” do mesmo jeito que odeio a palavra “balada”), ter um monte de gente desocupada lendo, tecendo opiniões em cima de outras infundadas e a gloria... Tchan-nam!!! Vira vj da Mtêvê (Por favor, não faço aqui nenhuma referência explicita, porém se a carapuça serve no cabeção, fazer o que né?). Não! Escrever é um ato muito particular, mesmo que seja sobre bobices tipo: “Ah meu Deus fulano me deu um fora...” (aquele drama). “Ai eu sou intelectual tenho conceito sobre tudo”. “Meu ego é enorme, escrevo muito melhor que vc que está lendo isso”... Essas coisas. Isso aqui é uma forma de exercício particular, você constrói sua realidade e vai alimentando ela do que você mais gosta (ou desgosta), é um campo livre sem guerras. Geralmente me sinto num estádio de futebol vazio onde estou no meio do campo com a bola. Posso fazer tudo – ou quase tudo – ir pro gol, deitar na grama sintética (grama de verdade tem bichinho), falar minhas merdas, chorar, rir, sacanear. Não estou falando do espaço blog, digo da página branca do Word. Mas confesso uma coisa martirizaste pra mim é escrever forçada, falo isso em relação aos trabalhos acadêmicos, me dá a impressão que estou no meio da feira do produtor, na zona leste, com cede, ao meio dia e o pior de tudo sem um real no bolso e vendo uns bebum bebendo uma cerveja geladinha na minha fuça. Mas sempre tem um aparecido(a) que diz que é legal, faz vc crescer intelectualmente, então penso com o botão vermelho que achei andando pela ufanta: que papo mais furado. O lado intelectual sem duvida é valorizado e enriquecido, porém não é tão somente isso, como se todos nos vivêssemos num pais mega-ultra-super-power-desenvolvido em que o intelectual puramente vive muito bem obrigado. Eu faço “n” laudas, pra lá na frente ganhar um dinheirinho a mais, aprendo pra garantir a ração do minhoca, e leio material extracurricular pra fazer férula por ai.
O lance principal é não se prender, jamais. No dia em que o individuo prende-se a uma a uma forma, ou a um padrão, perde totalmente a originalidade, a espontaneidade. E tudo fica mecânico e sem sal como o cigano Igor da novela explode coração. Eu não recrimino ninguém que escreve num blog, por exemplo, contudo tem lá suas pedâncias por ai, que meu pai, não dá pra perdoar. E como a internet é um campo livre onde os servidores não estão com muita vontade de vigiar, todo mundo escreve o que quiser. Bom e não me faço de rogada, aqui to eu escrevendo o que quero no meu campo de futebol de grama sintética, me diz no que mais vou fazer da minha vida se tenho dedos, cérebro e dislexia? Escrever! Errado, mas vou.
terça-feira, 5 de maio de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Amor que fica
Hoje vou render homenagem a uma mulher fantástica. Ela que fingia não gostar de carinhos, mas quando ganhava um beijo sorria sem jeito. Essa mulher foi minha mãe quando a verdadeira estava em outro lugar e me ensinou a fazer biscuit, crochê, bordar – evidentemente não faço isso com aquela habilidade como ela, contudo tento – em muitos aspectos tenho características dela, assim como todos da família possuem uma coisa ou outra, ensinamentos dela. Essa mulher, minha avó, tinha um senso de humor que só vendo, ninguém estranho entrava em sua casa impune, sem sair com um apelido. Dona Terezinha, D. Tetê ou Rita era a matriarca de uma família bem singular. Tinha um jeitão assim meio bravo, porém sabia ser doce a seu modo. Vovó devota da fé e do amor pela família, todos os dias rezava seu terço colorido e pedia por todos: “Vovó, reza por mim tá?” dizia eu, ela me olhava e dizia, “Minha bichinha obedece tua mãe”. Ela fez da sua família sua maior obra de arte, com suas muitas dificuldades, porem sempre com muita fé e perseverança, ao lado de um verdadeiro companheiro que a acompanhou por mais de meio século nessa caminhada, e em todos os momentos, o vovô, um exemplo vivo de herói.
Uma vez recebi um e-mail que dizia que a saudade é o amor que fica, então a vovó deixou um montãozão (igual criança) de amor que fica. Porque seu grande amor ainda esta aqui, seu filhos, netos e bisnetos o sentem. E eu sei que ela esta em algum lugar lá no paraíso com seu tercinho colorido pedindo por todos nos, por todos que ela amava e que a amam.
Bença vó! Tchau vó, amo a senhora...
Uma vez recebi um e-mail que dizia que a saudade é o amor que fica, então a vovó deixou um montãozão (igual criança) de amor que fica. Porque seu grande amor ainda esta aqui, seu filhos, netos e bisnetos o sentem. E eu sei que ela esta em algum lugar lá no paraíso com seu tercinho colorido pedindo por todos nos, por todos que ela amava e que a amam.
Bença vó! Tchau vó, amo a senhora...
sexta-feira, 13 de março de 2009
Muito tempo.
Faz muito tempo que não escrevo nada. Pra ser sincera não tenho tantas idéias, esvaziou a minha cota de grandes pensamentos, comentários. Como se eu tivesse tido grandes dessas idéias, até porque ninguém lê o que escrevo, ou se lê, não da mínima importância.
Como estou me sentindo agora? Como se estivesse escorrendo pelas minhas mão, por entre os dedos como água de Mar. E pior como se quisesse deixar-se escorrer, e me vejo sem vontade de começar tudo outra vez. Perseguindo borboletas, multicores. Caçando ilusões. Imaginando futuros paralelos e alternativos. Em meio a opiniões tão cheias de si e outras nem tanto assim. Onde estão meus amigos? Fui perdendo um a um. Onde estão meus amores? Eu deixei de ser interessante a eles, existe abundancia demais de beleza, e eu não sou tão bela assim. Onde foi para meu entusiasmo?! Perdi em algum lugar, de algum dos bares...
I’m feel so loser.
Como estou me sentindo agora? Como se estivesse escorrendo pelas minhas mão, por entre os dedos como água de Mar. E pior como se quisesse deixar-se escorrer, e me vejo sem vontade de começar tudo outra vez. Perseguindo borboletas, multicores. Caçando ilusões. Imaginando futuros paralelos e alternativos. Em meio a opiniões tão cheias de si e outras nem tanto assim. Onde estão meus amigos? Fui perdendo um a um. Onde estão meus amores? Eu deixei de ser interessante a eles, existe abundancia demais de beleza, e eu não sou tão bela assim. Onde foi para meu entusiasmo?! Perdi em algum lugar, de algum dos bares...
I’m feel so loser.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Ferrugens
As ferrugens saem das minhas juntas como uma poerinha laranja, e fica pairando pelo ar em minúsculas partículas de tempo, esquecimento, escassez. Estico meus dedos na tentativa de que eles voltem à velha forma de antes, no auge, no calor da coisa. No estado imóvel, onde a inércia age e reage, ao sabor do tempo – sol e chuva – que corrói, a química que destrói o corpo, ou ele que sucumbe a todo resto. Como espasmos de consciência, que pedem sempre o acompanhamento de outras consciências concordantes com objetivos absurdos, ou inconsistências de opiniões, ou achismos. Todos os dias as portas se abrem, janelas se fecham, pessoas desconjuntadas acotovelam-se para alimentar seus filhos, a si mesmas. Todos os dias pelas frestas das portas saem às borboletas invisíveis, as baratas voadoras, que durante o sono perturbaram o sonhar.
Num dia frio que faz meus dedos ficarem roxos, o frio sempre remete a desolação, a estagnação, cotidiano. A dor também faz parte, no corpo, a dor da alma vai sempre existir, os poetas que o digam, tantos a cultivam como plantinhas no fundo do quintal, as acham até bonitinhas no final das contas. Ou a doença faz observar a outra face, aquela a qual dá a tapa, e doe, e encontra os joguetes infinitos do destino, mergulha em aflições imaginarias e por fim se perde nas ruas molhadas, mal iluminadas de uma cidade em pleno desenvolvimento.
A.A.
Num dia frio que faz meus dedos ficarem roxos, o frio sempre remete a desolação, a estagnação, cotidiano. A dor também faz parte, no corpo, a dor da alma vai sempre existir, os poetas que o digam, tantos a cultivam como plantinhas no fundo do quintal, as acham até bonitinhas no final das contas. Ou a doença faz observar a outra face, aquela a qual dá a tapa, e doe, e encontra os joguetes infinitos do destino, mergulha em aflições imaginarias e por fim se perde nas ruas molhadas, mal iluminadas de uma cidade em pleno desenvolvimento.
A.A.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Teatro das sombras
As figuras, que eram sombras no lençol amarelado. Gesticulavam e tinham suas falas, nada era ensaiado, tudo era o improviso. Os diálogos surgiam no calor da situação fomentada por momentos passados e magoas profundas, as personagens agitavam-se, porque a discurção aumentara.
- Você se comporta como uma prostituta barata!!! Porque rasteja aos pés dele??? Ele só vai te usar!!!!!
- Mas eu estou tão feliz!
-Não importa porque é isso que você é, uma puta chula!
E tudo escurece, porque os personagens envolvidos dormem. Um deles pelo menos, o outro chorou até um mar salgado lhe cobrir por completo.
- Você se comporta como uma prostituta barata!!! Porque rasteja aos pés dele??? Ele só vai te usar!!!!!
- Mas eu estou tão feliz!
-Não importa porque é isso que você é, uma puta chula!
E tudo escurece, porque os personagens envolvidos dormem. Um deles pelo menos, o outro chorou até um mar salgado lhe cobrir por completo.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Não sou daltônica!
Eu não tenho dimensão de certas coisas. Não sei lidar direito com pressão, me sinto acuada, como um bicho do mato que se perde e cai na cidade. E ouvia os trovões, parecia próximo demais, uma tempestade, alguém comentou que em outro lugar chovia muito. E só caia aquela garoa e lá no fundo vi um arco-íris, daí tive a certeza que tudo ficaria bem e a noite depois de umas lágrimas, o abraço, o alívio e o sono.A.A.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Balão vermelho
Composição: Jorge Mautiner
Eu não peço desculpa
E nem peço perdão
Não,não é minha culpa
Essa minha obsessão
Já não agüento mais
Ver o meu coração
Como um vermelho balão
Rolando e sangrando,
Chutado pelo chão
Psicótico,
Neurótico,
Todo errado...
Só porque eu quero alguém
Que fique vinte e quatro horas do meu lado
No meu coração, eternamente colado...
No meu coração, eternamente colado... *
*Ele me disse que essa muzga foi feita pra mim, e fiquei me perguntando o por quê?
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