sexta-feira, 13 de março de 2009
Muito tempo.
Como estou me sentindo agora? Como se estivesse escorrendo pelas minhas mão, por entre os dedos como água de Mar. E pior como se quisesse deixar-se escorrer, e me vejo sem vontade de começar tudo outra vez. Perseguindo borboletas, multicores. Caçando ilusões. Imaginando futuros paralelos e alternativos. Em meio a opiniões tão cheias de si e outras nem tanto assim. Onde estão meus amigos? Fui perdendo um a um. Onde estão meus amores? Eu deixei de ser interessante a eles, existe abundancia demais de beleza, e eu não sou tão bela assim. Onde foi para meu entusiasmo?! Perdi em algum lugar, de algum dos bares...
I’m feel so loser.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Ferrugens
Num dia frio que faz meus dedos ficarem roxos, o frio sempre remete a desolação, a estagnação, cotidiano. A dor também faz parte, no corpo, a dor da alma vai sempre existir, os poetas que o digam, tantos a cultivam como plantinhas no fundo do quintal, as acham até bonitinhas no final das contas. Ou a doença faz observar a outra face, aquela a qual dá a tapa, e doe, e encontra os joguetes infinitos do destino, mergulha em aflições imaginarias e por fim se perde nas ruas molhadas, mal iluminadas de uma cidade em pleno desenvolvimento.
A.A.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Teatro das sombras
- Você se comporta como uma prostituta barata!!! Porque rasteja aos pés dele??? Ele só vai te usar!!!!!
- Mas eu estou tão feliz!
-Não importa porque é isso que você é, uma puta chula!
E tudo escurece, porque os personagens envolvidos dormem. Um deles pelo menos, o outro chorou até um mar salgado lhe cobrir por completo.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Não sou daltônica!
Eu não tenho dimensão de certas coisas. Não sei lidar direito com pressão, me sinto acuada, como um bicho do mato que se perde e cai na cidade. E ouvia os trovões, parecia próximo demais, uma tempestade, alguém comentou que em outro lugar chovia muito. E só caia aquela garoa e lá no fundo vi um arco-íris, daí tive a certeza que tudo ficaria bem e a noite depois de umas lágrimas, o abraço, o alívio e o sono.quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Balão vermelho
Composição: Jorge Mautiner
Eu não peço desculpa
E nem peço perdão
Não,não é minha culpa
Essa minha obsessão
Já não agüento mais
Ver o meu coração
Como um vermelho balão
Rolando e sangrando,
Chutado pelo chão
Psicótico,
Neurótico,
Todo errado...
Só porque eu quero alguém
Que fique vinte e quatro horas do meu lado
No meu coração, eternamente colado...
No meu coração, eternamente colado... *
*Ele me disse que essa muzga foi feita pra mim, e fiquei me perguntando o por quê?
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Andanças
Quando saia do cinema, me senti como se estivesse numa outra cidade, num outro país, onde ninguém soubesse que língua eu falava, e nem estavam interessados em saber qual era. Caminhei bastante porque precisava, e ninguém me notou ou notaram as lágrimas que rolavam e rebolavam pelo meu rosto. Caminhei, olhava para o céu nublado meio marrom, os carros passavam depressa e agitava o ar, e eu com o rosto queimando de tanto chorar, até podia ouvir as batidas do meu coração que acompanhava cada passada minha. Como um barulho surdo de um bumbo, segundo após segundo, e quando eu parava ficava mais alto e mais forte. Poderia andar até chegar em casa, mas meu joelho começou a reclamar, santa invisibilidade, minha casa é a rua e meu pai é a Lua escondida entre as nuvens. Solidão foi hoje minha companheira.
Preciso agradecer a um anjo de nome Fabiana, que com seu jaleco branco me deu um abraço tão fraternal que poderia dormir o sono dos bravos. Acordar forte. Mas me falta bravura e somente gostaria muito de dormir e acordar amanhã...
domingo, 24 de agosto de 2008
Dormir
Esperar esta chuva passar, mas logo ela vai embora, dias assim, esperar tudo passar de forma bem paciênte. As vezes eu queria dormir e acorda só na segunda-feira, porque pelo menos ocupo minha cabeça com algo. O silêncio me mata, fico pensando mil coisas, da mesma forma que ele, é eu sei que o rémedio sempre é mais amargo.
Inventar e reinventar, sinto-me mediocre no meu desespero.
Meu nome não sei mais além do que vê. E quem vê?

