sábado, 6 de junho de 2009

Agora sei a manha.


Estava eu andando pela New City e não resistindo ao ver um pirata – com uma garrafa de Rum? Não! – comprei uns DVDs, geralmente vendem os filmes pipocas e tals, mas se cavoucar dá pra achar coisas interessantes. Tipo: encontrei um filme muito bacana chamado Franklyn (põe no Google assim: Franklyn+filme),o filme têm temáticas de morte, fé, loucura e culmina tudo isso em amor. Uma mesclagem bem interessante de coisas que invariavelmente estão contidas, depende de quem vê, nesse sentimento maluco que o homo sapiens sapiens tem por outros da mesma espécie, ou de outras espécies, ou por coisas materiais. Outro filme bacana que comprei (cometi um crime...) foi Coraline, baseado na obra do grande contador de histórias absurdas e sombrias Neil Gaiman (no Google tem também). O filme/animação ficou exatamente como na obra, mas é claro que não possui uma pegada muito dark porque é filme para adultos e crianças, para que nenhuma criancinha desavisada assista, se assuste, tenha pesadelos, e os pais fiquem malucos, xingando quem fez o filme, o cinema, o cara que vendeu o engesso e o ódio se espalhe pela cidade.

Essa é a minha mania: comprar filmes que não são conhecidos, assistir, e tecer uma opinião furada sobre – tem gente que faz isso com bandas uai! - passo uma madrugada inteira assistindo filmes, e tenho inveja de quem é pago para fazer isso. È o meu passa-tempo, hobby, lazer, desporto, esporte, leleske (?), tudo de bom (ui!!), mini hang loose, do meu final de semana, isso fora ver o coração e implicar com ele (muito). Tudo isso para esquecer as semanas maçantes de trabalhos acadêmicos e achaques de professores doutores em algo que não ajuda muito a humanidade só a ele mesmo. É a minha forma de olhar pra certas coisas e dizer: Pelas barbas do profeta, vou enfiar você no armário do David Jones... hahahahahahaha (risada maligrina). É uma aporrinharão essas atividades da universidade, mas aporrinhação maior é descobrir que ser direto e objetivo, não te faz ganhar uma nota legal sabe? E olha que nunca almejo uma nota máxima.

Porque digo isso? Simples, vou dizer por mim ta legal, em questão de trabalhos acadêmicos gosto de ser bem objetiva, porém alguns professores (a maioria) preferem aquela encherão de lingüiça, exemplo: o A não tão somente é igual a A. Antes de ser igual a ele mesmo precisa passar por B, C, D, E... Até o Z. Entendeu? Eu gosto de só fazer assim: A = A e pronto e acabou a história, contudo sempre tem esses megalomaníacos que acham que falta algo (falta tudo), e depois de tanto receber notas medianas pela “objetividade” mudei de tática, agora dou aquela enchedinha de linguicinha, coloco umas palavrinhas difíceis no meio, arrumo bonitinho, com espaçamento de 1,5 cm e 1,25 cm de margem de parágrafo e o inimaginável acontece, ganho pela minha cara de pau uma nota máxima (É deeeeeeeezzzzzz!!!!!!! É deeeeeezzzzzz!!!!!!! É deeeeeezzzzzz!!!!! ).

Ta beleza, notão! Mas lembrar do tempo que perdi para ganhar esse notão me estressa, e vai ser assim pro resto da minha vida, não sei qual é o problema de ir direto ao ponto sem enrolação, deixar de ser direto é dar uma falsa impressão de que pessoa sabe mais, o que ao contrario quer dizer que a pessoa nem sabe tanto assim, se algum dia me tornar professora os mestres da enrolatória irão se danar comigo.

E não é só isso. Como estou super periodizada, significa que a turma na qual me encontro não é a minha dos tempos vindouros, portanto eu não tenho mais aquela camaradagem para com os de agora. Então me tornei mercenária, egoísta, chata e maquiavélica. Se fulano não fez nada, tira o nome dele. A mãe morreu? Dane-se, tira o nome dele! Exagerei, mas é mais ou menos assim. Sinto falta dos meus amigos, almoço às vezes sozinha por não gostar do papo dos “outros”, faço meus trabalhos só e quando alguém quer subir nas minhas costas por ser eu desperiodisada cobro uma taxa por danos morais, não dou bom dia às 7:30 e não me importo com os problemas deles, é claro há suas exceções (poucas), existem pessoa que se aproximam por pura amizade, acolhem você sem nada em troca, a estas ajudo pacas, porem ao resto: exploda benhê...

Como dá pra perceber é mais uma seção desabafo do que outra coisa, eu precisava externar isso de alguma forma. Depois de coisas como agressão ao professor Gilson, Marcio Souza sendo livrado de cassação, Manaus sede da copa de 2014, muita informação para um processador antigo, preferi desfiar minhas frustrações medíocres a fazer um post politicamente (no sentido político mesmo) incorreto. Melhor usar o “cala-te boca” porque muitas outras estão a falar e muito mais alto que eu.

“Viva a hipocrisia dos corredores da universidade. É ela que alimenta os egos de quem nada faz.”

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pensamento digital

Depois de perdas e renovações, de quase enlouquecer a mim e outras pessoas, é hora de voltar às atividades e começar a desenferrujar certas engrenagens. O ano começou cheio de expectativas, porque me lembro que fiz uma simpatia ae, que o povo afirma de pé junto que dá certo. Eu acredito que certas coisas aconteceram desde o dia 01 ate aqui que tenham me feito refleti. Tenho pensado demais, lido de menos. Brigado demais e escrevi de menos.

Esse processo de escrever envolve muita coisa. Primeiro de tudo é sobre o que vou escrever o conteúdo em si. Depois vem “como vou colocar isso?”. Algumas pessoas acreditam que blogs servem pra tornar tal meliante num “famosinho bloggueiro” (odeio essa palavra “bloggueiro” do mesmo jeito que odeio a palavra “balada”), ter um monte de gente desocupada lendo, tecendo opiniões em cima de outras infundadas e a gloria... Tchan-nam!!! Vira vj da Mtêvê (Por favor, não faço aqui nenhuma referência explicita, porém se a carapuça serve no cabeção, fazer o que né?). Não! Escrever é um ato muito particular, mesmo que seja sobre bobices tipo: “Ah meu Deus fulano me deu um fora...” (aquele drama). “Ai eu sou intelectual tenho conceito sobre tudo”. “Meu ego é enorme, escrevo muito melhor que vc que está lendo isso”... Essas coisas. Isso aqui é uma forma de exercício particular, você constrói sua realidade e vai alimentando ela do que você mais gosta (ou desgosta), é um campo livre sem guerras. Geralmente me sinto num estádio de futebol vazio onde estou no meio do campo com a bola. Posso fazer tudo – ou quase tudo – ir pro gol, deitar na grama sintética (grama de verdade tem bichinho), falar minhas merdas, chorar, rir, sacanear. Não estou falando do espaço blog, digo da página branca do Word. Mas confesso uma coisa martirizaste pra mim é escrever forçada, falo isso em relação aos trabalhos acadêmicos, me dá a impressão que estou no meio da feira do produtor, na zona leste, com cede, ao meio dia e o pior de tudo sem um real no bolso e vendo uns bebum bebendo uma cerveja geladinha na minha fuça. Mas sempre tem um aparecido(a) que diz que é legal, faz vc crescer intelectualmente, então penso com o botão vermelho que achei andando pela ufanta: que papo mais furado. O lado intelectual sem duvida é valorizado e enriquecido, porém não é tão somente isso, como se todos nos vivêssemos num pais mega-ultra-super-power-desenvolvido em que o intelectual puramente vive muito bem obrigado. Eu faço “n” laudas, pra lá na frente ganhar um dinheirinho a mais, aprendo pra garantir a ração do minhoca, e leio material extracurricular pra fazer férula por ai.

O lance principal é não se prender, jamais. No dia em que o individuo prende-se a uma a uma forma, ou a um padrão, perde totalmente a originalidade, a espontaneidade. E tudo fica mecânico e sem sal como o cigano Igor da novela explode coração. Eu não recrimino ninguém que escreve num blog, por exemplo, contudo tem lá suas pedâncias por ai, que meu pai, não dá pra perdoar. E como a internet é um campo livre onde os servidores não estão com muita vontade de vigiar, todo mundo escreve o que quiser. Bom e não me faço de rogada, aqui to eu escrevendo o que quero no meu campo de futebol de grama sintética, me diz no que mais vou fazer da minha vida se tenho dedos, cérebro e dislexia? Escrever! Errado, mas vou.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Amor que fica

Hoje vou render homenagem a uma mulher fantástica. Ela que fingia não gostar de carinhos, mas quando ganhava um beijo sorria sem jeito. Essa mulher foi minha mãe quando a verdadeira estava em outro lugar e me ensinou a fazer biscuit, crochê, bordar – evidentemente não faço isso com aquela habilidade como ela, contudo tento – em muitos aspectos tenho características dela, assim como todos da família possuem uma coisa ou outra, ensinamentos dela. Essa mulher, minha avó, tinha um senso de humor que só vendo, ninguém estranho entrava em sua casa impune, sem sair com um apelido. Dona Terezinha, D. Tetê ou Rita era a matriarca de uma família bem singular. Tinha um jeitão assim meio bravo, porém sabia ser doce a seu modo. Vovó devota da fé e do amor pela família, todos os dias rezava seu terço colorido e pedia por todos: “Vovó, reza por mim tá?” dizia eu, ela me olhava e dizia, “Minha bichinha obedece tua mãe”. Ela fez da sua família sua maior obra de arte, com suas muitas dificuldades, porem sempre com muita fé e perseverança, ao lado de um verdadeiro companheiro que a acompanhou por mais de meio século nessa caminhada, e em todos os momentos, o vovô, um exemplo vivo de herói.
Uma vez recebi um e-mail que dizia que a saudade é o amor que fica, então a vovó deixou um montãozão (igual criança) de amor que fica. Porque seu grande amor ainda esta aqui, seu filhos, netos e bisnetos o sentem. E eu sei que ela esta em algum lugar lá no paraíso com seu tercinho colorido pedindo por todos nos, por todos que ela amava e que a amam.
Bença vó! Tchau vó, amo a senhora...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Muito tempo.

Faz muito tempo que não escrevo nada. Pra ser sincera não tenho tantas idéias, esvaziou a minha cota de grandes pensamentos, comentários. Como se eu tivesse tido grandes dessas idéias, até porque ninguém lê o que escrevo, ou se lê, não da mínima importância.
Como estou me sentindo agora? Como se estivesse escorrendo pelas minhas mão, por entre os dedos como água de Mar. E pior como se quisesse deixar-se escorrer, e me vejo sem vontade de começar tudo outra vez. Perseguindo borboletas, multicores. Caçando ilusões. Imaginando futuros paralelos e alternativos. Em meio a opiniões tão cheias de si e outras nem tanto assim. Onde estão meus amigos? Fui perdendo um a um. Onde estão meus amores? Eu deixei de ser interessante a eles, existe abundancia demais de beleza, e eu não sou tão bela assim. Onde foi para meu entusiasmo?! Perdi em algum lugar, de algum dos bares...
I’m feel so loser.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ferrugens

As ferrugens saem das minhas juntas como uma poerinha laranja, e fica pairando pelo ar em minúsculas partículas de tempo, esquecimento, escassez. Estico meus dedos na tentativa de que eles voltem à velha forma de antes, no auge, no calor da coisa. No estado imóvel, onde a inércia age e reage, ao sabor do tempo – sol e chuva – que corrói, a química que destrói o corpo, ou ele que sucumbe a todo resto. Como espasmos de consciência, que pedem sempre o acompanhamento de outras consciências concordantes com objetivos absurdos, ou inconsistências de opiniões, ou achismos. Todos os dias as portas se abrem, janelas se fecham, pessoas desconjuntadas acotovelam-se para alimentar seus filhos, a si mesmas. Todos os dias pelas frestas das portas saem às borboletas invisíveis, as baratas voadoras, que durante o sono perturbaram o sonhar.

Num dia frio que faz meus dedos ficarem roxos, o frio sempre remete a desolação, a estagnação, cotidiano. A dor também faz parte, no corpo, a dor da alma vai sempre existir, os poetas que o digam, tantos a cultivam como plantinhas no fundo do quintal, as acham até bonitinhas no final das contas. Ou a doença faz observar a outra face, aquela a qual dá a tapa, e doe, e encontra os joguetes infinitos do destino, mergulha em aflições imaginarias e por fim se perde nas ruas molhadas, mal iluminadas de uma cidade em pleno desenvolvimento.
A.A.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Teatro das sombras

As figuras, que eram sombras no lençol amarelado. Gesticulavam e tinham suas falas, nada era ensaiado, tudo era o improviso. Os diálogos surgiam no calor da situação fomentada por momentos passados e magoas profundas, as personagens agitavam-se, porque a discurção aumentara.
- Você se comporta como uma prostituta barata!!! Porque rasteja aos pés dele??? Ele só vai te usar!!!!!
- Mas eu estou tão feliz!
-Não importa porque é isso que você é, uma puta chula!
E tudo escurece, porque os personagens envolvidos dormem. Um deles pelo menos, o outro chorou até um mar salgado lhe cobrir por completo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Não sou daltônica!

Eu não tenho dimensão de certas coisas. Não sei lidar direito com pressão, me sinto acuada, como um bicho do mato que se perde e cai na cidade. E ouvia os trovões, parecia próximo demais, uma tempestade, alguém comentou que em outro lugar chovia muito. E só caia aquela garoa e lá no fundo vi um arco-íris, daí tive a certeza que tudo ficaria bem e a noite depois de umas lágrimas, o abraço, o alívio e o sono.

A.A.